domingo, 19 de agosto de 2018

POR QUE NÃO FUMANTES ESTÃO SOFRENDO CADA VEZ MAIS COM O CÂNCER DE PULMÃO.

Anne-Marie Baird, pesquisadora de câncer de pulmão da Universidade Trinity College, em Dublin, é alvo de reações variadas das pessoas quando lhes conta sua profissão. Uma das mais memoráveis foi quando ouviu de um participante de uma conferência acadêmica: "Por que você perde tempo pesquisando isso? Eles merecem - e vão todos morrer de qualquer jeito".


O câncer de pulmão é o câncer mais comum globalmente, com 1,8 milhão de novos casos diagnosticados em 2012 (os dados mais recentes disponíveis). E 58% dos novos casos estão em países em desenvolvimento.

Para piorar, nas últimas décadas, a sobrevivência dos pacientes não aumentou muito. Entre 1971 e 1972, a chance de sobreviver por 10 anos após o diagnóstico era de apenas 3%. Entre 2010 e 2011, apenas 5%.

No mesmo período, uma mulher com câncer de mama quase dobrou sua chance de viver 10 anos após o diagnóstico - de 40% para 78,5%.

Uma crença comum sobre o câncer de pulmão é que de que ele é autoinfligido pelo fumo - e que o problema eventualmente vai desaparecer quando todos abandonarem o hábito de fumar. Mas, além de isso não ajudar em nada os fumantes que atualmente sofrem da doença, há duas falhas grandes em relação a esse pensamento.

Em primeiro lugar, os casos de câncer de pulmão não estão diminuindo ao redor do mundo.

A diferença de gênero é um exemplo óbvio. Mais homens que mulheres ainda são diagnosticados com câncer de pulmão - e nos EUA, o risco é de 1 em 15 durante toda a vida enquanto o da mulher é de 1 em 17. Mas enquanto um estudo americano recente descobriu que o índice de câncer de pulmão entre os homens continua declinando, entre as mulheres jovens ele aumentou. E, globalmente, enquanto o número de homens diagnosticados com câncer de pulmão diminuiu nas últimas duas décadas, entre elas aumentou em 27%.

Os pesquisadores não sabem por quê. Mas há algumas pesquisas sugerindo que mulheres podem reagir de maneira diferente à nicotina e que o DNA delas é danificado mais facilmente e mais profundamente pelos carcinógenos do tabaco.

Os riscos à saúde das mulheres podem se tornar aparentes mais tarde porque as mulheres começaram a fumar depois dos homens. Poucas mulheres fumavam nos anos 1920 nos EUA, por exemplo. Mas, conforme o hábito começou a ser vendido - e visto - como um símbolo de emancipação, os índices de fumantes mulheres aumentaram. Um estudo feito em mais de 100 países descobriu que a ligação entre igualdade de gênero e taxas de fumantes persiste.

"Em países onde as mulheres têm mais empoderamento, as taxas de mulheres fumantes são mais altas que as dos homens", escrevem os pesquisadores Sara Hitchman e Geoffrey Fong.

Como resultado, apesar de os homens terem 5 vezes mais probabilidade de fumar do que as mulheres, isso não é verdade em muitos países. Nos EUA, 22% dos homens e 15% das mulheres fumam; na Austrália, 19% dos homens e 13% das mulheres; no Brasil, são 11% das mulheres e 9% dos homens. E quanto mais jovens, menor a diferença de gênero. Nos grupos de jovens entre 13 e 15 anos de idade, 12% das meninas fumam, comparados a 15% dos meninos nos EUA.

"O empoderamento das mulheres deve continuar", escrevem Hitchman e Fong. "Mas o ruim precisa continuar atrelado ao bom?"

Segunda mão

Embora fumar cause aproximadamente 85% dos problemas de câncer de pulmão - e a única grande coisa que possamos fazer para reduzir o risco de ter câncer de pulmão (e de outros tipos) seja não fumar -, não fumar não necessariamente garante proteção contra a doença.

"O câncer de pulmão em pessoas que não fumam não é uma questão trivial", diz Charles Swanton, médico chefe da organização Cancer Research UK. "Na minha experiência, de 5% a 10% dos pacientes (de câncer de pulmão) nunca fumaram".

Isso também parece afetar as mulheres de maneira diferente: um estudo descobriu que uma em cada 5 mulheres que têm câncer de pulmão nunca fumaram; entre homens, é um em cada 10. Um estudo com pacientes com câncer de pulmão que passaram por cirurgia entre 2008 e 2014 no Reino Unido apontou que, entre os que nunca haviam fumado, 67% eram mulheres.

Parte dessa disparidade provavelmente tem a ver com a exposição indireta de mulheres a fumaça - o fumo passivo. O fato de que mais homens que mulheres fumaram historicamente significa que a chance de uma mulher não-fumante casar com um marido que fuma é mais alta que vice-versa.

Para piorar a situação, como a Organização Mundial de Saúde apontou, "mulheres e crianças muitas vezes não têm poder para negociar por espaços livres de fumaça de cigarro, inclusive em suas casas". O fumo passivo aumenta a chance de um não fumante ter câncer de pulmão entre 20 e 30% e causa 430 mil mortes no mundo inteiro todo ano - 60% delas são mulheres.

Deveres domésticos de gênero podem ser relevantes em algumas situações. O uso do carvão para cozinhar pode estar ligado ao câncer de pulmão em mulheres não fumantes na China e alguns combustíveis para fogo usados na Índia também podem aumentar o risco de câncer de pulmão.

Enquanto isso, a proporção de pacientes com câncer de pulmão que nunca fumaram está aumentando. Um estudo americano apontou que 17% das pessoas diagnosticadas com a forma mais comum de câncer de pulmão entre 2011 e 2013 nunca fumaram, comparado a 8,9% das pessoas diagnosticadas entre 1990 e 1995. No Reino Unido, pesquisadores apontaram que a proporção de não-fumantes que passam por cirurgia de câncer de pulmão pulou de 13% para 28% entre 2008 e 2014.

No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) diz haver 28,2 mil casos anuais de câncer de pulmão no Brasil e estima que 10% não sejam causados pelo fumo direto. Um estudo de 2017 apontou que queimadas na Amazônia produzem fumaça capaz de danificar as células pulmonares e causar câncer; a alta poluição das cidades também causa preocupação por seu perigo à saúde do pulmão.

É importante lembrar que a maioria dos pacientes de câncer de pulmão continuam sendo os fumantes. Mas mesmo as pequenas porcentagens têm um impacto: apenas 0,2% das mulheres não fumantes no Reino Unido foram diagnosticadas com câncer de pulmão, mas isso se refere a 1.469 mulheres que nunca fumaram sofrendo da doença.

Cânceres de pulmão relativos e não relativos ao fumo são muito diferentes. Diferentes genes são mudados ou entram em mutação em cada caso. Para os não fumantes, o câncer geralmente é causado por mudanças no gene EGFR - que pode ser combatido com novas e eficazes drogas.

Causa do câncer

Em geral, os cânceres se desenvolvem quando dão errado os processos normais que nos mantêm saudáveis e vivos ao criar novas células. Químicos cancerígenos, luz ultravioleta e vírus podem danificar o DNA nas células, causando um problema cancerígeno. Mas em muitos casos não há um risco externo identificável - e pode ser esse o caso para alguns não fumantes que têm câncer de pulmão.

Mas além dos carvões e carburantes de cozinha, há outros fatores, como gás de radônio ou amianto, o que pode aumentar a probabilidade de câncer de pulmão.

Há também temores - e manchetes - sobre poluição do ar, que foi listada como um carcinógeno pela Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer em 2013. O órgão estimou que 223 mil mortes anuais de câncer de pulmão podem ser atribuídas a minúsculas partículas originárias de descargas de diesel e construção chamadas PM2.5. Mais da metade dessas mortes ocorreram na China e em outros países do Leste Asiático que passaram por uma rápida industrialização que resulta em cidades envoltas em smog.

Ainda assim, como diz a organização Cancer Research UK: "a poluição do ar aumenta o risco de câncer de pulmão, mas o risco é pequeno para cada pessoa então é importante colocar isso em perspectiva e não se trancar dentro de casa".

Teste de fumaça

Apesar da atenção da mídia aos riscos, a maioria dos não fumantes têm "uma falsa sensação de segurança" sobre o câncer de pulmão - o que pode piorar a situação. Se essas pessoas veem o câncer de pulmão como improvável, mesmo quando seus sintomas são típicos elas tendem a não percebê-los com a devida antecedência, então tendem a ser diagnosticadas quando o câncer está em um estágio avançado.

Isso o torna muito mais difícil de ser tratado. Com um ano de diagnóstico, 70% dos pacientes com câncer de pulmão cuja doença foi diagnosticada cedo ainda estão vivos, comparados a apenas 14% dos pacientes cujo tumor já estava em um estágio avançado.

"Qualquer um com sintomas peitorais sérios precisa ver um médico com urgência, especialmente se eles são de longa data ou não foram resolvidos com antibióticos", diz Swanton. Um sintoma especialmente preocupante é tossir sangue, tenha a pessoa fumado ou não.

Após o diagnóstico, o estigma do câncer de pulmão também pode ser difícil. "Muitas pessoas não vão querer dizer 'eu sou um paciente com câncer de pulmão'", diz Baird. "Sobre câncer de mama e outros tipos, as pessoas falam mais abertamente".

Devido à presunção de que as pessoas com câncer de pulmão são fumantes, os que nunca fumaram continuam sofrendo do estigma de que "causaram' sua própria doença.

Pesquisadores americanos entrevistaram pacientes com câncer de pulmão incluindo fumantes, pessoas que acabaram de deixar o vício e não fumantes. Até mesmo algumas das pessoas que nunca fumaram disseram sofrer discriminações da sua equipe médica.

Um participante que nunca havia fumado disse aos pesquisadores: "A primeira reação negativa que eu tive foi no hospital, por parte da terapeuta respiratória. Ela disse, sussurando enquanto eu passava por uma terapia pós-operatória de respiração, 'é isso o que acontece quando você fuma'".

Esse estigma também significa que o câncer de pulmão recebe apenas uma parte muito pequena dos bilhões de dólares que são investidos anualmente na pesquisa sobre câncer. No Canadá, por exemplo, que tem a segunda maior taxa de câncer de pulmão no mundo, esse tipo de tumor recebe apenas 7% do investimento em pesquisas - apesar de causar 25% das mortes de câncer. O oposto aconteceu com o câncer de mama.

Enquanto isso, Swanton está liderando o estudo TRACERx, de £14 milhões (R$ 71 milhões), que vai examinar como os cânceres de pulmão mudam com o tempo em 850 pacientes. Estudos como esse dão aos pesquisadores o potencial para se aprofundar nas diferenças entre os pacientes, entre fumantes e não fumantes e homens e mulheres. Entender essas diferenças torna possível criar tratamentos mais eficazes para cada indivíduo.

Há esperanças no futuro do câncer de pulmão. Mas uma frase usada nas campanhas para financiamento de pesquisas sobre câncer de pulmão deveria servir como um lembrete a todos nós sobre o que está em jogo. "O câncer de pulmão não discrimina, e você tampouco deveria".

Barreiras Notícias / G1

terça-feira, 8 de maio de 2018

FACEBOOK TESTA BOTÃO DE REAÇÃO E ADESIVO COM ROSTO DE USUÁRIO.


Depois de ter integrado o Stories a praticamente todos os serviços, parece que o Facebook ainda não acabou de se ‘inspirar’ no Snapchat. A rede social de Mark Zuckerberg se prepara para oferecer um recurso semelhante ao Bitmoji, do Snapchat. Chamada de "Facebook Avatars", a função permitirá aos usuários criar versões ilustradas de si mesmos para usarem como ‘adesivos’. Conforme o TechCrunch, será possível personalizar a cor de pele, estilo de cabelo e outros pormenores faciais. O site revelou até algumas imagens dos "Avatars do Facebook". Pelo que parece, a rede social permitirá usar estes stickers não só no Messenger mas ainda como reação a comentários. A justificativa do Facebook seria que, assim, ajuda "as pessoas a se expressarem melhor”. Os testes aos Avatars já estão acontecendo internamente.  (Noticias ao Minuto)
via Barreiras Notícias

quarta-feira, 28 de março de 2018

EXÉRCITO ABRE CONCURSO COM 1,1MIL VAGAS PARA SARGENTOS HOJE.

O Exército abre nesta quarta-feira (28) as inscrições para o concurso público que bvao selecionar 1,1 mil aprovados para o curso de formação de sargentos.
 As inscrições vão até o dia 20 de abril. Os cursos são das áreas geral/aviação, música e saúde, e terão duração de fevereiro de 2019 a dezembro de 2020.

Na área geral/aviação, são 910 vagas para homens e 100 para mulheres. Já os números para as áreas de música e de saúde são 30 e 60, respectivamente.
Para se candidatar, é preciso ser brasileiro e ter concluído o ensino médio até o encerramento do concurso de admissão. Para as vagas na área geral/aviação, é necessário ter entre 17 e 24 anos. Para música e saúde, a idade máxima sobe para 26 anos.
Na área de música, os candidatos precisam comprovar habilidade específica. Na de saúde, é necessário ter concluído curso técnico em enfermagem até a data de apresentação e possuir registro no Conselho Regional de Enfermagem (Coren).
Os candidatos devem se inscrever através do site da Escola de Sargentos das Armas (ESA). Também é possível pedir, por telefone, que a ESA envie a ficha pelo correio. É preciso ainda pagar uma taxa de inscrição de R$ 95.

segunda-feira, 12 de março de 2018

MEC VAI PROPOR REFERÊNCIA PARA CURRÍCULOS DE LICENCIATURA.

O Ministério da Educação deve apresentar ao Conselho Nacional de Educação (CNE) até o fim do ano uma proposta para que haja uma referência para a construção dos currículos de licenciatura no país. O CNE está discutindo mudanças nos cursos de licenciatura, e a ideia é que haja um maior equilíbrio entre eles, disse Rossieli Soares da Silva, secretário de Educação Básica do MEC. “Por exemplo, a pedagogia tem muitas disparidades. Se você pegar o currículo de uma universidade do Ceará, de Brasília, de Manaus, de São Paulo, você vai ver diferenças muito grandes. Tem algumas coisas que são básicas, que o professor precisa sair de lá sabendo. 


A Base Nacional Comum Curricular ajuda com uma parte, mas tem algumas coisas de pratica pedagógica que umas tem muito, outras tem pouco, é preciso buscar um equilíbrio”, disse Rossieli durante reunião do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), em Fortaleza. Rossieli disse também que o MEC está dando prioridade para alunos de cursos de licenciatura e pedagogia em programas de financiamento como o Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). “Se tiver limite de vaga, se prioriza os pedidos de bolsa para esses cursos. A gente analisa a cada ano, depende da procura”, explicou.
Regime de colaboração

O secretário aproveitou para pedir que estados e municípios trabalhem juntos na implantação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a educação infantil e ensino fundamental. “A nossa ideia é que se construa em regime de colaboração o currículo do estado junto com os municípios. É impossível para o Ministério da Educação colocar uma equipe de currículo em cada município. 

Além do mais, entendemos que o currículo não tem que vir de fora, ele tem que ser das próprias redes, mesmo que não saiba elaborar o currículo, então que a gente ajude na formação de como fazê-lo”. Rossieli disse aos secretários que o MEC deve promover neste ano um programa de intercâmbio de informações para ajudar estados que estão tendo dificuldades na implantação do tempo integral em escolas de ensino médio. “Sempre em processo de imersão, acompanhando o dia a dia do professor, dos alunos, quais são as dificuldades”, disse.

Barreiras Notícias/Agência Brasil

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

DESCOBERTA DE BOMBA DA SEGUNDA GUERRA FECHA AEROPORTO DE LONDRES.


A descoberta de uma bomba da II Guerra Mundial em uma área próxima do rio Tâmisa provocou o fechamento do aeroporto London City Airport, acarretando no cancelamento de todos os voos programados para esta segunda-feira (12).


O fechamento do aeroporto do leste da capital britânica afetará 16 mil passageiros depois que o explosivo foi encontrado neste domingo de manhã durante a realização de obras no local, segundo informou a Polícia Metropolitana de Londres (Met).

O aeroporto foi fechado às 22h (horário local, 20h de Brasília) de ontem e os agentes trabalham agora em colaboração com soldados da Marinha Britânica para retirar a bomba.

Em sua conta no Twitter, o aeroporto explicou que uma zona de exclusão de 214 metros foi implementada como precaução. Por isso, o aeroporto estaria fechado.

"Reconheço que isto está ocasionando inconvenientes a nossos passageiros e, em particular, a alguns dos moradores da área", afirmou hoje o executivo-chefe do aeroporto, Robert Sinclair, a meios de comunicação locais.

Sinclair acrescentou que o aeroporto "está cooperando completamente com a Polícia Metropolitana e a Marinha e trabalha a fim de retirar o explosivo de maneira segura e resolver a situação da maneira mais rápida possível".

Algumas das companhias aéreas que operam nesse aeroporto são British Airways, Flybe, CityJet, KLM e Lufthansa, com serviços conectados com destinos domésticos e outras cidades da Europa.

Por sua parte, a câmara municipal de Newham está proporcionando alojamento de emergência temporário aos residentes da área afetada.

Barreiras Notícias/G1

CASAL VENDE TUDO PARA VIVER NAVEGANDO, MAS BARCO AFUNDA EM DOIS DIAS


O casal americano Tanner Broadwell e Nikki Walsh decidiu abandonar tudo em busca de um sonho: navegar pelo mundo. Eles venderam todos os bens que possuíam para comprar um pequeno veleiro, com cerca de dez metros de comprimento. Na semana passada deram início à jornada, mas ela foi interrompida apenas dois dias após zarparem em direção à Key West.

Na noite de quarta-feira, o veleiro se chocou contra alguma estrutura submersa quando o casal passava por Madeira Beach, na Flórida.

— Nós batemos em alguma coisa que estava a cerca de 2 metros de profundidade e o barco parou completamente — contou Broadwell, à emissora WFTS.

A água começou a invadir a cabine e o sonho de Broadwell e Nikki se transformou num pesadelo. Eles enviaram um pedido de socorro e só tiveram tempo para pegar documentos, dinheiro, um celular e o cachorro de estimação Remy.

Segundo o “Tampa Bay Times”, o navio de resgate chegou cerca de uma hora depois, mas o local era muito raso para a aproximação. Então, o casal teve que se jogar ao mar, deixando para trás o barco naufragando.

— Tudo que eu trabalhei, tudo que juntei desde que era criança, eu trouxe comigo — lamentou Nikki. — Está tudo boiando indo embora e eu não posso fazer nada.

Broadwell e Nikki deixaram o Colorado ano passado após venderem todos os bens, incluindo um carro, para comprar o veleiro Lagniappe por US$ 5 mil. Eles investiram outros US$ 5 mil para deixar o barco pronto para a aventura de suas vidas.

Agora, com pouco dinheiro e sem lugar para morar, o casal precisa tentar recuperar o Lagniappe. E o sonho de viver navegando pelos mares do mundo continua.

— O barco afundou — disse Nikki. — Mas os nossos sonhos não naufragaram com o barco.

via barreiras notícias

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

BRASIL: Educaedu

Orientação vocacional: Você ainda não sabe o que estudar?

A Orientação vocacional geralmente é realizada por psicólogos, que através da pesquisa e análise de provas de interesses, aptidões e personalidade, apoia ao aluno no percurso acadêmico e profissional indicado, além de sugerir estratégias de autoconhecimento.
Mas qual é nossa vocação profissional? Este é um dos interrogantes que surge quando estamos por finalizar o ensino médio ou quando não começamos ainda uma formação de educação superior. Se não conhecemos nossa vocação, fica difícil saber qual caminho profissional devemos seguir.
Sem dúvida, encontrar áreas de estudo relacionadas aos nossos interesses, habilidades e aptidões não é tarefa fácil, especialmente se não foram exploradas 100% e algumas ainda não foram descobertas. Por isso é muito importante identificar os pontos que nos ajudam a tomar a decisão certa.

O que eu gosto de fazer?

Este primeiro ponto é primordial. Não devemos confundir nossos hobbies com nossas habilidades e destrezas. Muitos de nós gostamos de ver televisão, mas apesar disso, esta ação não está internamente relacionada com a nossa vocação, a não ser que alguns programas concretos sobre: animais, arte, esportes, moda, etc, nos agrade muito. Neste caso, podemos considerar isto como uma inclinação sobre o que nos chama a atenção para estudar, sem ser um fator determinante.
Devemos estabelecer em quais áreas nos destacamos e quais nos apaixonam. Por exemplo, se gostamos de matemática e consideramos que temos habilidades nas carreiras que as contêm, então será um ponto de partida para escolher uma formação relacionada com a mesma.Que opções de estudo existem?

Atualmente a oferta educativa é tão ampla e variada. Podemos fazer infinitas pesquisas pela internet para desta maneira encontrar o que queremos estudar, desde uma carreira técnica ou tecnológica até uma carreira profissional. Quando estabelecemos a área de interesse, podemos nos enfocar em encontrar uma formação que se adapte ao que queremos fazer por muitos anos.
No mundo todo, diversas instituições educativas oferecem cursos que se adaptam as nossas necessidades e preferências, dando-nos um abanico de possibilidades nas quais teremos mais espaço para optar por um tipo de estudo de acordo às habilidades que possuímos. Alternativas como: flexibilidade horária, metodologia de estudo, modalidade, formas de pagamento e financiamento contribuem para reduzir o filtro e alcançar as respostas para nossas inquietudes.
Níveis de estudo na Educação Superior: 
·         Carreira de nível Técnico: É um estudo caracterizado por ser mais curto que uma carreira profissional (1 a 2 anos), de menor custo, conciso e de maior especificidade ao se aprofundar em áreas concretas, com um alto nível de prática. Se o estudo for realizado numa instituição reconhecida pelo Ministério de Educação, independentemente do país, se obtêm um título de Técnica/o.
https://www.educaedu-brasil.com/curso-tecnico
·         Carreira Tecnológica: É similar à carreira técnica; duração intermedia de formação (2 a 3 anos). Diferencia-se da anterior por sua metodologia e processo de investigação; está pensada para sistematizar a experiência. O título recebido é o de Tecnóloga/o, sempre e quando se trate de uma instituição respaldada pelo Ministério de Educação do Brasil.
·         Carreira Profissional (Licenciatura ou Bacharelado): O tempo de duração é mais prolongado (4 a 5 anos, ou mais); o conhecimento é vasto, dá igual importância à parte teórica e prática. Abarca matérias intrínsecas à área de estudo e outras humanísticas, sem que estejam diretamente vinculadas com a temática da carreira. Os títulos recebidos em sua grande maioria dão a possibilidade ao aluno de seguir seus estudos em cursos de pós-graduação. https://www.educaedu-brasil.com/graduacao

https://www.educaedu-brasil.com/blog/wp-content/uploads/sites/2/2017/10/001-book.png
Indagar, investigar, explorar.

É importante investigar muito além do nome do curso que queremos estudar. Como diz o ditado “a embalagem pode nos atrair mais que o conteúdo”. Ao escolher uma carreira, devemos considerar estes pontos:
·         Matérias
·         Duração
·         Campos de ação
·         Trajetória da instituição
·         Se a instituição e o curso são reconhecidos pelas autoridades de educação pertinentes
·         Convênios com outras instituições
·         Corpo docente
·         Comentários de alunos e graduados
·         Atividades extracurriculares

Buscar assessoria:

Ao concluir o ensino médio, não devemos nos precipitar em determinar o que vamos fazer a nível universitário sem antes pesquisar muito. Com o passar dos anos, uma decisão apressurada pode traduzir-se em frustração.
Por sorte existem diversas instituições que oferecem testes vocacionais aos seus alunos em potencial, geralmente são espaços acadêmicos, nos quais se busca reconhecer os talentos de cada pessoa, em áreas pontuais. Poderíamos pesquisar diretamente nas universidades onde gostaríamos de estudar, muitas delas oferecem este tipo de assessoria. Podemos também realizar oficinas ou programas curtos que estimulem nossa capacidade cognitiva na execução dos conteúdos que queremos abordar.
Não devemos deixar de lado os testes online gratuitos oferecidos na internet tanto por instituições de ensino quanto por páginas web independentes, tais como: guiadacarreira.com.br/teste-vocacional/testevocacional.orgtestevocacionalonline.com.br.
É aconselhável buscar orientações profissionais aprovadas por instituições de renome.

Quanto tempo quero dedicar a minha formação profissional?
Com certeza o tempo que queremos destinar a nossa preparação acadêmica vai ser um componente essencial na decisão que tomarmos. Como mencionávamos, o tempo de duração varia conforme os tipos de formação existentes: carreiras técnicas, carreiras tecnológicas, licenciaturas e bacharelados.
Devemos definir se estamos inclinados a gastar menos tempo estudando porque queremos nos enfocar principalmente em trabalhar ou em ter mais tempo livre ou se pelo contrário, buscamos um estudo que contenha muitas horas de dedicação porque nos apaixona a aprendizagem que será adquirida durante esse período.
Nenhuma das duas escolhas está errada, ambas vão favorecer nosso desenvolvimento pessoal e profissional. Pessoal já que estaremos fazendo o que nos faz sentir bem de acordo com a nossa vontade. Profissional porque no futuro, o entorno laboral no qual vamos nos desempenhar, como vamos avançar nele e a autorrealização que vamos atingir, será o reflexo da nossa decisão e de como vamos afrontá-la no transcurso da vida.

Gostaria de me formar no que meus pais, familiares ou amigos estudaram.
Em algumas ocasiões, as profissões dos nossos pais, irmãos, núcleo familiar e amigos, influi no que pensamos que é nossa verdadeira vocação. Apesar disso, não é sempre assim.
Se partirmos do principio de que temos que seguir os passos dos demais por sua vida profissional exitosa, porque parecem pessoas apaixonadas pelo que fazem e satisfeitas com o trabalho que desempenham; deixando de lado nosso conhecimento, interesses, gostos, talentos, habilidades e aptidões, não estamos indo pelo caminho correto. Outro erro comum é optar por áreas que estão na moda, só porque são estudadas por famosos e porque são divulgadas em diversos meios de comunicação e redes sociais.
Apesar da assessoria brindada por pessoas do nosso entorno e próximas a ele sobre suas próprias experiências acadêmicas, ao longo de suas trajetórias profissionais, desde o que estudaram ou estudam até sua ocupação atual, ser um enorme marco de referência e guia para nós, esmo assim devemos investigar se o que para estas pessoas parece apaixonante ou as experiências negativas que tiveram são o espelho do que aconteceria com a gente se escolhêssemos a mesma profissão.
Investigar, indagar, averiguar, explorar é nossa maior tarefa.


O aspecto econômico me interessa mais que minha vocação
.
Se este é o caso, então estamos indo pelo caminho incorreto. É verdade, o aspecto econômico é uma variável que deve ser considerada, mas não é a mais importante. Se optarmos por uma profissão que por seu campo de ação traga altos ingressos, mas seu conteúdo não é interessante, e não se adapta aos nossos interesses, não estaremos tomando uma decisão acertada.
Existem profissões com menor saída laboral que outras, apesar disso e se consideramos nossas habilidades, é mais provável que no futuro conseguiremos tirar um grande da nossa escolha; estaremos agrupando o que somos, o que queremos ser e onde queremos chegar. Com a ampla oferta acadêmica atual, encontraremos carreiras com temáticas que se ajustam aos nossos desejos profissionais.
O Dr. Rick Sommer, diretor executivo dos programas acadêmicos da universidade de Stanford University dos Estados Unidos, manifestou que os estudantes que realmente buscam um desafio, conseguem desenvolver seus talentos ao máximo. Assim são as coisas, se nos desafiamos e encontramos uma formação da qual gostamos, conseguiremos alcançar mais facilmente nossas metas e objetivos.

Vale lembrar! A área e o nível de estudo que escolhermos vão refletir no crescimento e progresso que atingiremos ao longo da nossa trajetória profissional. A motivação para triunfar será o que nos apaixone, nos mobilize e impulse a ser melhores a cada dia,  e nos permita demonstrar em qualquer espaço, nossa capacidade de adaptação e compromisso em qualquer ocupação na qual nos dediquemos.